domingo, 4 de dezembro de 2016

Caixa de Pássaros- Resenha

O escolhido da vez é Caixa de Pássaros- Não abra os olhos.


Volto aqui a minha tradicional escrita sobre livros.

Imagem relacionadaConfesso que demorei alguns meses para terminá-lo. Não pelo conteúdo de suas páginas, mas por certa preguiça- fato que não me envolvia nos meus áurios tempos de leitor pré-faculdade de Direito- e outras ocupações. Ainda, talvez mais importante nesta resenha, o fato de não saber o que me esperava. Quando começamos um livro, na maioria das vezes, ouvimos falar algo sobre ele, e esse foi o caso. Tinha boas expectativas antes de começá-lo devido a boas resenhas lidas por mim no Skoob.
 Bom, o que posso dizer... Todas elas foram cumpridas com exatidão. Até a metade, eu ainda estava descrente sobre o rumo que a estória tomaria, até a noite em que escrevo essa resenha. Despretensiosamente, peguei o livro para ler alguns capítulos. Mas a história se tornou tão tensa, mas TÃO tensa, que ficou impossível de largá-lo antes do fim. Isso não deixa de ser comum entre nós leitores, mas havia um tempo considerável que isso não acontecia com a minha pessoa e me surpreendeu. Há tempos não pego um bom livro de suspense assim a ponto de me tirar a vontade de dormir- e o sono pela adrenalina ainda vigente.
Resultado de imagem para Caixa de pássaros
 Essa semana fui ao cinema assistir Rua Cloverfield. Bom filme, que talvez eu escreva mais sobre. De certa forma, o ritmo da narrativa do Caixa de Pássaros me lembrou muito o longa, com toda a expectativa sobre o bunker- que lembra a casa dos sobreviventes- se havia de fato algo do lado de fora ou não-criaturas ou alienígenas- qual teoria estava mais certa, todo o suspense envolvido em nunca saber o que vem em seguida, como o inimigo funciona ou age... São muitas as comparações. Todas elas positivas. Talvez eu seja suspeito para falar porque sou fã de suspense e terror psicológico. Suspeito ou não, recomendo o livro para quem é fã das mesmas características. Caso não goste de pressão e adrenalina o tempo todo- ou quase-, talvez concorde com algumas opiniões negativas que rondam o autor e sua estreia sobre falta de amadurecimento da estória. Sabe, posso dar razão a algumas dessas críticas. Achei que a narrativa poderia ter  um pouco mais de detalhes, apesar de eu passar longe de ser um fã desse tipo de escrita super detalhista, e os personagens poderiam ser melhor trabalhados. Além de Malorie, Tom e Gary, nenhum personagem se destacou e me fez ficar preso, torcendo de verdade. Creio que isso se deve ao que já foi dito, a esse livro ser o primeiro do autor que ainda tem muito a melhorar. Como destaque positivo, elejo a adrenalina constante e a brilhante ideia central de criar um inimigo invisível, que não sabemos quem é, de onde veio e o que faz com as pessoas, deixando-as aparentemente enlouquecidas. Aliás, não sabemos se essa é a melhor teoria, mas a que parece mais válida. Até mesmo a narrativa ágil e leve merece elogios, pois faz a história fluir bem e a leitura passar como um raio. Como já mencionei, faltou mais desenvolvimento de algumas cenas, diálogos e climax, mas isso não tira a graça da narrativa leve, que é a minha preferida, objetiva e sem delongas.
Mais um acerto foi escrever com idas e vindas entre o passado e o presente. Ao mesmo tempo que você já sabe o que lhe espera, com Malorie viajando sozinha com os filhos pelo barco, surge a curiosidade para saber como aquilo aconteceu e onde estão as pessoas que a acompanhavam na casa de sobreviventes. Gostei dessa técnica, deu uma graça maior.
 Como destaque negativo, indico o final. Sei que pode ser decepcionante saber que a última parte de um ótimo livro não teve o desfecho como merecia, mas preciso ser sincero. Ele foi o suficiente para parecer agradável, deixar os leitores satisfeitos, mas passou longe de ser original ou imprevisível, como a maioria acaba não sendo. Para fechar, a elogiada narrativa que poderia ser um pouco mais detalhada para ser perfeita. Agora, se o propósito do autor foi escrever de forma a direcionar o mistério e aumentar a tensão, ele conseguiu.

Nota: 9 de 10 estrelas

P.S: Os direitos já foram comprados pela Universal. Em breve, talvez em 2017, seja lançado o filme. Tenho certeza que será uma ótima adaptação.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Crítica- Bloodline- 1° temporada

Seguindo o novo projeto do Sagas Marcantes, a série da vez é Bloodline, original Netflix e lançada em 2015. Aviso: Contêm spoilers.

Eu comecei sem grandes expectativas, por se tratar de uma história de drama. Não é o meu gênero preferido, mas, como eu tenho uma queda por produções do serviço de streamming, decidi apostar. No começo, se mostrou razoável, com poucos picos de adrenalina(posso dizer até que não houve nenhum), girando em torno da apresentação dos personagens e da sua rotina. Quando chegou à metade, eu já estava pensando na minha vontade de abandoná-la, justamente pela ausência de cenas mais interessantes. Mas isso mudou a partir do episódio 7, em que o roteiro ficou mais pegado, com os problemas começando a surgir e o passado e o presente dos personagens se misturando a uma trama de perseguição policial e suspense. Não sei se posso recomendar uma série que só fica realmente chamativa a partir da metade, mas até agora segue valendo o risco. Como manda o costume, os episódios finais deram uma pitada extra de tensão e são capazes de atrair os espectadores para a continuação da história com facilidade. Parece que guardam as melhores partes e deixam para o final. Se a pessoa não tiver desistido no começo, ela com certeza vai querer ver a segunda temporada pelo que foi mostrado na última parte. Estratégia de marketing.
Gostei da construção do personagem de Danny. Aliás, quase todos são muito bem feitos. Mas o destaque ficou mesmo para o primeiro, que consegue gerar ódio e simpatia ao mesmo tempo. É uma personalidade complexa. Responsável pela morte da irmã quando criança, mesmo que acidentalmente, ele carrega o arrependimento, mágoa e raiva da família por tê-lo culpado durante todo esse tempo, e em todas as suas atitudes se vê um pouco do sentimento negativo que ele carrega pela forma com que seus irmãos o trataram depois do acidente. Depois que ele descobre as fitas com as gravações do depoimento dos irmãos, quando mentiram para proteger o pai quando o espancou, ele segue de vez para o caminho da vingança, apimentando a série e, enfim, dando-nos prazer ao assisti-la.
 Os últimos episódios são incríveis. Acabei a pouco tempo. Percebi que Bloodline é muito parecido com as novelas brasileiras, salve a comparação com o orçamento e atores daqui. Em treze episódios, conseguiu ser melhor que as atuais da Rede Globo, por um simples motivo. Ela é compacta. Não há enrolação nessa série, por mais que os capítulos do meio sejam meio arrastados. Um episódio puxa o o outro. A partir do nove, você não vai conseguir parar até terminar. Foi o meu caso. Comecei desconfiado com o drama, e terminei amante dele. A cena final me deixou doido para uma segunda temporada.
 Para terminar, recomendo muitíssimo, até pra quem gosta de histórias mais movimentadas e com adrenalina o tempo inteiro.

Nota: 4 de 5(Tiro um ponto apenas pelo meio estagnado)Destaque para a atuação: Danny, interpretado por Ben Mendelsohn.
Outro ponto forte é a fotografia, extraordinária.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Crítica- De Volta ao Jogo


Boa tarde, leitores. Venho depois de dois anos retomar o trabalho no blog, dessa vez sob um ponto de vista diferente. Decidi comentar um pouco sobre os filmes lançados e que encontro aleatoriamente pela vida. Com vida, quero dizer Netflix.
O primeiro da lista é De Volta ao Jogo, filme lançado em 2014, estrelando Keanu Reeves como protagonista. Eu comecei a assistir com grande expectativa devido aos muitos comentários positivos sobre a trama e a ação envolvida, mas foi uma grande decepção. Okay, há boas cenas de luta, mas é só. A história não faz lá muito sentido e parece que só tem tiroteio durante uma hora e quarenta minutos de filme. Perda de tempo. Para um assassino de aluguel aposentado que se vinga pela morte de um cachorro, já se pode observar que não dá pra esperar muito do desenvolvimento da história. Cachorro é fofo e o ser humano não consegue viver sem, inclusive eu, mas beira ao absurdo ele matar dezenas de pessoas por esse único motivo, que origina tantas perseguições e carnificina no filme.

NOTA: 2 de 5

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Resenha: A Menina Que Roubava Livros

Olá caros leitores!
Além de vir até a esse blog semi-parado para lhes desejar um feliz ano novo, cheio de realizações e, principalmente, com MUITOS livros novos, vim também postar mais uma resenha. Não sei se ainda tenho o jeito, se minha escrita melhorou ou piorou, mas vou tentar. Com as mais boas intenções. Afinal, não vim falar de qualquer livro.
 Esta resenha é sobre Liesel Meminger, a Menina Que Roubava Livros.
 Talvez já tenha ouvido falar sobre esse livro, afinal, em plena era de facebook é impossível não tomar conhecimento de certas sagas ou histórias que a maioria das pessoas gostam, principalmente para quem participa de grupo de leitores, como o caro blogueiro aqui. Podemos até falar que esse livro virou uma das famosas ''modinhas'', palavra que todo mundo adora usar.
 Modinha ou não, eu adorei. Não tenho nem palavras para descrever o quanto esse livro é perfeito. Eu precisava de uma história assim para terminar o ano, sabe? Fala sobre as amizades mais improváveis, o romance mais puro e até mesmo a nobreza da morte. Grande parte dos livros que eu leio são sobre dragões, magos, mundos paralelos, histórias medievais, mas decidi variar um pouco. E então esse livro chegou em minhas mãos. Fiquei meio triste quando a enchente que teve aqui no Rio há pouco tempo fez com que ele ficasse molhado, mas ok.
 Quem acompanha meus textos sabe que eu não gosto de dar spoilers durante a resenha, ou simplesmente colocar uma sinopse do livro e falar que resenhei. Prefiro falar sobre os pontos negativos e positivos do livro.
 Para começar, eu adorei a estrutura dos personagens. Todos extremamente reais, e cada um me emocionou, tanto pelos seus defeitos, qualidades ou por pequenos gestos que eu me acostumei com o passar da página. A colher de pau de Rosa. Os olhos de prata de Hans. As estrelas de Max. Os biscoitos da mulher do prefeito. O jeito perfeito de narrar da Morte. Não, não é uma expressão, o livro realmente é narrado pela Morte(E só para constar, isso não é um spoiler, está escrito na parte de trás)
 A Menina que Roubava Livros tem uma das melhores narrativas que eu já tive o prazer de encontrar, e dou todo o mérito possível ao autor, Markus Zuzak, e a Morte, é claro haha. Isso faz com que o livro não se torne cansativo em nenhum momento. Foi uma das poucas histórias que me prenderam do início ao fim. A narrativa é envolvente, sabem? MUITO envolvente! Eu não conseguia parar de ler, as páginas iam passando tão rapidamente como se eu estivesse num porão escuro e úmido, com o mundo a minha volta caindo aos pedaços!
 O que torna a história ainda mais atrativa é o cenário. Alemanha Nazista, em plena Segunda Guerra Mundial, perseguição aos judeus. Isso dá tanta adrenalina, me fez torcer por um certo personagem o tempo inteiro, como nunca tinha acontecido!
 Eu torci tanto também para o romance da Liesel com o X(Apesar de ser meio óbvio para quem lê, não quero estragar a leitura de quem ainda não conhece o livro), foi sem dúvida uma das histórias de amor mais reais e mais bonitas que eu já li. E o autor foi bem cruel nessa parte, por isso eu o odeio parcialmente!
 Eu tenho tanta coisa boa pra falar desse livro que nem sei mais o que escrever... Acho que vou parar por aqui. E antes que me perguntem sobre o que não gostei, respondo que não tenho palavras.
 Não tenho nada de ruim para falar de A Menina Que Roubava Livros. Só recomendo muitíssimo, porque sei que todos vocês vão gostar!
Nota 10!
Última leitura do ano de 2013.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Resenha de Carrie, a Estranha



Para começar, digo que esperava muito mais de Stephen King. Não vi nem de perto uma história digna do ''Mestre do Terror''. Ok, eu admito, ele é um bom escritor e tem vários livros de ótima qualidade, mas esse com certeza não valeu o nome que King possui no mercado literário.

Eu comprei porque queria ler antes de ver a adaptação, e pela história em si, de uma garota com poderes telecinéticos, eu esperava algo espetacular, explorado de ponta a ponta, com muitas mortes-dessa parte não posso reclamar- e algo que me desse medo(afinal, todos dizem que é assustador). O que vi- li- foi algo muito abaixo do esperado. 
Com uma narrativa pra lá de confusa e estranha, me vi bocejando com a leitura ainda antes da metade. E o que eram aqueles comentários entre parênteses?
Ok, eu sei que o livro foi estruturado de maneira que pareça uma investigação policial, com documentos, relatos de testemunhas e depoimentos de especialistas sobre o assunto, ao mesmo tempo em que King narra a vida de Carrie e dos que estão a sua volta. Talvez o motivo da narrativa confusa seja esse, mas eu realmente acho que King não utilizou de todo o seu talento para montar esse livro. Fora que a história, que como já disse antes, tem um ótimo potencial, poderia ser muitíssimo melhor explorada, já que se passam quase duzentas páginas e praticamente nada acontece, com exceção de duas coisas importantes(que obviamente não vou contar).
Para terminar a resenha, não recomendo para quem gosta de histórias de terror ou suspense. Como filme talvez dê certo, agora como livro eu não gostei. Mesmo assim, continuo fã do autor e espero ansioso para ler sua outra obra na minha estante, O Apanhador de Sonhos.

Por Leonardo Vieira.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Um verdadeiro inferno para o lançamento do livro Inferno- Dan Brown

E enfim o novo livro de Dan Brown, Inferno, foi lançado, num verdadeiro INFERNO editorial... Segue um texto preparado pelo jornal O Globo, antes do lançamento:

Livros secretos, códigos de segurança, armas de fogo, bunkers, informações ocultas. Na história a seguir, há tudo isso. E, embora se trate de Dan Brown, o autor de “O código Da Vinci”, não há ficção nenhuma aqui. Tudo começou no dia 18 de fevereiro, em um esconderijo subterrâneo vigiado por dois seguranças armados, apelidado de “o bunker”. Lá dentro, 11 indivíduos que não falam a mesma língua: ouvem-se frases em alemão, francês, português, espanhol, catalão e italiano. Dada a segurança da operação, o bunker fica no último lugar em que alguém iria procurá-lo: embaixo de um prédio frequentado diariamente por 400 jornalistas — o edifício Mondadori, sede da editora de mesmo nome, projetado por Oscar Niemeyer, às portas de Milão. Assim que entram no bunker, as 11 pessoas têm seus celulares apreendidos, bem como quaisquer outros dispositivos com que possam se comunicar com o exterior. Tudo o que têm é um crachá e alguns cigarros — para os que fumam. Lá fora, o dia. Logo vai nevar, mas o clima pouco importa quando se é obrigado a permanecer em um bunker durante dois meses, incluindo os domingos. Não interessa em quantas semanas os “reclusos” levarão a missão a cabo. Nenhum deles poderia abandonar o local definitivamente antes de 5 de abril. E, no dia de “relaxamento”, nenhum deles seria mais como antes.
Estamos falando de um mistério dentro do mistério: a gênese “europeia” de “Inferno”, o mais novo livro de Dan Brown, o quarto protagonizado pelo professor de História da Arte e Simbologia Robert Langdon, que será lançado no Brasil no dia 24 de maio, pela editora Sextante.

"Os “reclusos” são os tradutores do livro (dias depois, dois editores se somariam a eles), chegados da França, da Espanha, da Alemanha, do Brasil e da Itália. A cada manhã, uma van particular os levava até o bunker. Todos trabalhavam ali, sem descanso, diariamente, até as nove da noite, quando novamente entravam na van e eram conduzidos de volta. Cada movimento deles era anotado num registro. Consultá-lo, agora, significa ter uma ideia mais precisa do seu dia a dia: “Pausa para fumar”, “Passeio rápido”, “Refeição”, “Olhar a neve”. Sim, a neve. Fabiano Morais, um dos tradutores do Brasil, nunca a tinha visto. Quando notou, através de frestas nas janelas, que caíam alguns flocos de neve, pediu para sair, para descobrir que efeito tinha.Excessos? Não propriamente quando se observam os números: “O código Da Vinci” vendeu, em todo o mundo, 80 milhões de cópias (1,9 milhão só no Brasil). Ao todo, Dan Brown vendeu 150 milhões de livros (4,7 milhões no Brasil). Os dois filmes com Tom Hanks baseados em suas obras (“O código Da Vinci” e “Anjos e demônios”) renderam US$ 1,25 bilhões.


 Eu sinceramente acho um baita exagero, afinal, é só um livro, e não uma inovação tecnológica que vai mudar a história da humanidade... Mas o importante é que o livro foi lançado!
 Eu tenho todos os livros de Dan Brown, com exceção de Fortaleza Digital, que li em uma única tarde. Eu, particularmente,  adoro o jeito que ele escreve, o modo como coloca o suspense em cada palavra, para que sempre nos motivemos a continuar a leitura, sem conseguir tirar os olhos das páginas até que a história acabe.
 Eu fui a livraria essa semana e tive a oportunidade de comprá-lo, mas o preteri em função de três livros de auto-ajuda\mentalismo, um assunto que eu sou fascinado. Mas a chance de lê-lo não está tão distante, e aguardo ansiosamente para me deliciar com a narrativa única de Dan Brown.
 Segue a sinopse do livro:
Neste novo e fascinante thriller Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em O código Da Vinci, Anjos e demônios e O símbolo perdido e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento. No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado em uma das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri. Numa corrida contra o tempo, Langdon luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o arrasta para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo o sombrio poema de Dante, Langdon mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.




O Nome do Vento- Resenha

Boa tarde, caros amigos leitores. Faz um bom tempo que não escrevo resenhas e nem posto nada por aqui, simplesmente desapareci, e peço mais uma vez desculpas por isso. Como a maioria aqui já passou pela adolescência, com exceção de alguns que ainda estão, como eu, todos vocês conseguem entender que meu tempo está escasso, alternado entre estudos, trabalhos e escola.
 Mas não esqueci de vocês. Nunca irei deixar de lado o trabalho que foi feito aqui, tanto pelo longo tempo e dedicação depositado na construção e manutenção do blog, nos contatos com autores e outros blogueiros, quanto pelo reconhecimento de vocês que sempre elogiam, comentam e visitam meu humilde blog. Obrigado mais uma vez, e se ainda não cansaram de desculpas e deixaram esse post de lado, vamos ao que realmente interessa.
 Eu geralmente não sigo modas, não gosto do que a grande massa toma como sua inspiração, tento evitar tudo que faz sucesso estrondoso, aquelas coisas 'de momento' sabem? Procuro pesquisar livros desconhecidos na livraria, folhear algumas obras das quais nunca ouvi falar para quem sabe me surpreender... E, sinceramente, na maioria das vezes, eu acabo gostando da história, por isso tenho mantido esse novo hábito de não me deixar levar pelos livros de momento, como foram Crepúsculo, Dezesseis Luas, Percy Jackson, Nicholas Sparks(para as meninas) e agora... O Nome do Vento. Mas lembrem-se, não estou dizendo que nenhum desses livros é ruim, até gostei de alguns, mas isso merece uma maior atenção, uma resenha mais detalhada. O objetivo do post não é criticar nem elogiar nenhum desses e sim, falar sobre o último mencionado.
 De tanto ouvir falar que O Nome do Vento é uma obra-prima, fantasticamente bom, decidi, enfim, lê-lo. Comecei com grandes expectativas, qualquer coisa pelo contrário seria estranho de minha parte, e não me decepcionei. Na verdade, apenas gostei.
 Um livro feito para quem gosta de aventuras, drama, um pitaco de romance e de mundos fantásticos e completamente inexplorados, que ainda podem render dezenas de outras histórias paralelas. Eu não sou exatamente fã desse tipo de história, geralmente prefiro algo mais realista.
 Melhor ainda se tudo se passar no nosso país maravilhoso, né? (risos) Mas me surpreendi com o tal realismo que Patrick, o autor, conseguiu incorporar a narrativa, como se estivéssemos lendo os desabafos de um ser humano normal, sofrendo dificuldades e passando por todas as situações que qualquer um de nós, mortais, também poderia passar. Gostei muito do estilo de escrita de Patrick, e essa com certeza é uma das grandes qualidades do livro.
 Outro ponto forte, fortíssimo, aliás, é a construção dos personagens. Beira ao impossível a possibilidade de algum leitor não se identificar ou se emocionar com Khovte, tamanho foi o cuidado do autor na preparação de sua personalidade, degrau por degrau, finalizando o personagem com perfeição. Humilde, vingativo, determinado, bom, cruel(Quem leu o livro sabe qual a diferença e porque os coloquei ao mesmo tempo haha...) Como podem ver, não são poucos os adjetivos que podemos dar ao protagonista.
Deixando de lado os pontos fortes do livro, chegou a hora dos sempre presentes lados negativos.
 Achei que a participação dos amigos de Kvothe, como em qualquer best-seller ou série de fantasia, poderia ser bem maior, e com certeza isso fez falta. Ninguém sobrevive sozinho, sem ajuda. Acho que a história ficaria bem mais empolgante se os personagens em volta de Kvothe pudessem participar um pouco mais de sua vida. Outra coisa que achei meio sem graça foi o romance entre Kvothe e Denna... O autor enrolou, enrolou e não conseguiu finalizar essa parte. Talvez isso se deva a real dificuldade dos adolescentes da mesma idade que o protagonista em tomar atitude em relação a garotas, mas não acho que seja isso. Espero sinceramente que o autor evolua nesse ponto no Temor do Sábio, pois deixou os fãs com um gostinho de quero mais em relação a história particular dos dois.
 Quanto ao resto, foi mediano. Se você espera ação do início ao fim, nem comece a ler. O Nome do Vento não tem muitas cenas de luta, pelo contrário, eu até senti falta disso ao passar da leitura. São seiscentas páginas retratando, basicamente, como Kvothe adquire seu conhecimento na Universidade, e por isso dá pra deduzir facilmente porque não há muita luta. Mesmo assim, foi uma experiência cativante, e espetacular ou não, pretendo ler a continuação. Mas não é um livro para se colocar na lista de prioridades, com nível máximo de emergência para leitura.
 Recomendo para amantes de fantasia, com certeza vão adorar.
Por Leonardo Vieira.
Nota 8.
Terminado dia 20\05\1998

domingo, 13 de maio de 2012

O Mapa dos Ossos- Resenha

O Mapa dos Ossos

Um grupo de mercenários disfarçados de monges rouba ossos dos Reis Magos e extermina fiéis com hóstias envenenadas. Ao seguir a única pista deixada pelos assassinos ? o símbolo de dragão na roupa do líder ?, a equipe de Gray Pierce se depara com um segredo sagrado há muito perdido e que colocará as chaves do mundo na mão do seu descobridor. É impossível largar esse romance enquanto não terminar a corrida contra o tempo para salvar o planeta de uma fraternidade tão antiga e secreta quanto mortal

Resenha:

Um livro cheio de ação, suspense, aventura e esclarecimentos sobre Religião e Ciência. É isso basicamente o que define o livro O Mapa dos Ossos.
  Essa é a receita principal, mas há varios pontos secundários que fazem do livro uma ótima história. Vou me aprofundar mais na resenha e explicar pra vocês porque gostei tanto do que li.
 Bem, primeiro gostaria de ressaltar os personagens. O autor começa apresentando um por um, com pedaços de aventuras distintas e que no final se entrelaçam para juntar o grupo que tentará desvendar o mistério do roubo dos ossos dos Três Reis Magos. Gray é o melhor deles, sem dúvida, e sua richa pessoal com a principal agente da DARPA- Inimiga declarada da Sigma( Um departamento de doutores-cientistas-agentes de defesa norte-americano)- torna as lutas ao decorrer do livro ainda mais interessantes.Já seu romance com Rachel, oficial dos carabinieri de Roma e sobrinha do monsenhor Vigor Verona, do Vaticano, não foi muito convincente... Digamos que o romance não é a principal característica do autor.
 O Mapa dos Ossos foi tão bom que fiquei super ansioso para ler a Ordem Negra( sua continuação ainda melhor... Estou lendo no momento). Sinceramente, não sei porque abandonei o primeiro a dois anos atrás... Talvez me faltasse maturidade literária para avaliar o que é uma bela história.
 Mas enfim, como eu estava dizendo: Outra característica secundária importantíssima para a trama ganhar cinco estrelas foram os capítulos perfeitos. Estes foram curtos e sempre terminando com alguma cena totalmente inesperada ou revelação bombástica. E todas as informações que o autor passou até o final, seja de origem religiosa ou histórica eram realmente verdade e isso deixou tudo mais real!
 O único ponto fraco foram as cenas repetitivas... Tantas surpresas que em determinados pontos era claramente possível saber que os personagens cairíam em alguma armadilha. Mas nada que atrapalhe minha ótima opinião sobre a história e sobre o talentoso e promissor autor James Rollins, que me conquistou e continua me surpreendendo com esta espetacular trilogia! Impossível parar de ler( Apesar de eu já ter abandonado. Muito contraditório, rs)
 Ideal para quem curte MUITA ação e aventura, além de uma trama com traições, pesquisas e suspense!

NOTA MÁXIMA.


sábado, 12 de maio de 2012

Terra Cruz- Leonardo Brum(Lançamento)

Olá, caros leitores! Desculpe a demora na postagem... Quarenta dias, pois é!
 Tenho uma justificativa: Estou fazendo curso preparatório pro IME, então fico o dia inteiro na escola e quando chego faço o que tenho de fazer em casa e vou direto dormir! Fica complicado atualizar o blog sempre, mas vou seguir tentando!

 Hoje vou falar sobre o lançamento super esperado do livro Terra Cruz, cujo autor é Leonardo Brum, o mesmo de Um Mundo Perfeito, obra que ganhou o Prêmio Codex de Ouro 2011 como melhor livro Sobrenatural/Terror.
 O lançamento foi na quinta-feira a noite, na livraria Saraiva do Shopping Rio-Sul. Demorou um pouco até que eu fosse o primeiro da fila, pois Leonardo é muito simpático e faz questão de conversar com todos os presentes! Fiquei muito feliz por ele finalmente conseguir lançar essa maravilhosa história(Muito original, aliás, eu já li. Não há nada no mundo dos vampiros que chegue perto disso, acreditem) e ter o reconhecimento que merece como escritor nacional, uma tarefa dificílima.
 Não sei se vocês lembram, mas eu fui um dos primeiros a ler Terra Cruz, antes mesmo de ele ser lançado e já fiz vários comentários sobre isso aqui no blog a algum tempo atrás. Até mesmo fiz uma entrevista com Leonardo Brum enquanto o livro ainda estava sendo avaliado pela editora, e ela será postada em breve, fiquem de olho!
 Bem, aqui vai a sinopse e a capa super bonita do segundo livro de Leonardo Brum:


Terra Cruz

"Há três maneiras de se acabar com um vampiro: a luz do fogo, a luz do dia e a luz do criador". A pequena cidade de Terra Cruz vive ares de modernidade: inaugura sua primeira boate, e faz planos para o Baile de Máscaras no Carnaval. Um grupo de turistas exóticos chega em um misterioso ônibus de excursão. Pessoas andam desaparecendo. Santiago descobre algo terrível na festa de seu melhor amigo. Além disso, coisas estranhas andam acontecendo com ele. Um macabro plano de vingança será colocado em prática. Os incautos moradores tentam fugir em meio ao desespero. Um estranho mendigo perambula pelas ruas. Ninguém sabe, mas, além de tudo isso, algo mais está à espreita.

Só me resta parabenizá-lo mais uma vez e desejar que Leonardo Brum tenha muito sucesso!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Tropas Estelares- Resenha

Tropas EstelaresAcabei o livro a alguns dias- agora meses- e tenho a liberdade de dizer na primeira linha da resenha que me decepcionei demais! Ainda fico me perguntando... Como um livro de 'ficção científica'  assim pode ganhar o prêmio Hugo?( Que para quem não sabe é o mais cobiçado entre os escritores do gênero)
  Não sei o que vocês acham, mas a minha definição de ficção científica é algo relacionado com tecnologia futurística, alienígenas, guerras e por aí vai. E Tropas Estelares não teve nada disso. De certa forma teve, mas não do jeito bom. E se apareceu mesmo, foram só vislumbres do que seria uma história consistente e atrativa.
 Tenho que admitir que o livro passa muitas lições de moral, e realiza discussões muito interessantes sobre diversos assuntos da sociedade em geral, mas o tempo gasto para a leitura não vale a pena para pessoas como eu, que tendem mais para o lado da fantasia, suspense e ação. Então fica a dica: Se gostar de assuntos mais intelectuais e debates, e for fascinado pelo Exército( O autor dá detalhes até demais sobre as operações militares e tecnologias) é uma obrigação sua ler, agora, se você está dentro de qualquer outro critério ou preferências, passe longe.

 Nota 5. Terminado em algum dia que não me lembro de Janeiro.

Sinopse - Tropas Estelares - Starship Troopers - Robert Anson Heinlein

Tropas Estelares é um dos mais polêmicos livros da história científica.Mostra a terra, em um futuro não muito distante, vivendo sob uma federação interplanetária, onde só exerce direito de voto quem serve às Forças Armadas. A história mostra o treinamento e preparação de jovens soldados (com um realismo impressionante) até que estoura a guerra contra os temíveis e misteriosos Insectóides, poderosos alienígenas aracnídeos que podem destruir o sonho terrestre de expansão no universo.

Primeiro de Abril- Dia da Mentira

 Oi pra vocês de novo!
 Aqui está uma postagem especial para o dia da mentira, como homenagem a esse maravilhoso dia( Ou noite, depende do horário que você está lendo isso) em que muitas gerações e gerações durante MUITO TEMPO puderam se deliciar pregando peças saudáveis e muito hilárias em seus amigos ou parentes. E eu estou incluso nessa, com toda a certeza!

Há muitas explicações para o dia 1º de abril, uma delas diz que a brincadeira surgiu na França, pois no século XVI, o Ano Novo era comemorado dia 25 de março, as festas duravam uma semana e iam até dia 1º de abril.
No ano de 1564, o Rei Carlos IX adotou oficialmente o calendário gregoriano, passando o Ano Novo para o dia 1º de janeiro, porém muitos franceses resistiram a mudança e continuaram seguindo o calendário antigo. As pessoas começaram a fazer brincadeiras e ridicularizar essas pessoas, que eram conhecidos como bobos por seguirem algo que não era verdade, como enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
  No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais- Alguns dizem ser Pernambuco- onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

 Peças muito criativas que ficaram famosas na internet:
2004:
->Kremvax: uma das primeiras peças pregadas na internet no Dia da Mentira.
->Ilha de San Serriffe: O jornal britânico The Guardian publicou um suplemento em que mencionava esta ilha ficcional. O nome da ilha vem de "sans-serif", uma família de tipos tipográficos.->Plantação de espaguete: O canal de televisão BBC no programa Panorama apresentou em 1957 uma reportagem falsa sobre árvores de espaguete. Muitas pessoas interessaram-se em plantar árvores de espaguete em suas propriedades.

 2005->->Google Gulp: O Google cria a página sobre uma bebida sua.
->Wikipedia: April 1, 2005 Britannica takeover of Wikimedia: É criado na Wikipédia um artigo sobre a enciclopédica Britannica tomar o controle da Wikimedia e os seus projetos.

 2008:-> O site de relacionamentos Orkut altera temporariamente a sua logomarca para Yogurt, um jogo de letras com o nome original.
 ->
A Wikipédia anuncia que apagará todas as imagens da Wikipédia lusófona por problemas de Copyright.-> A "Desciclopédia" anuncia que foi comprada pelo site Pudim.com.br, tornando-se a Pudimpédia.
 2009:

->O site inglês "F1live" aproveitou o 1º de abril, dia da mentira, para lançar a falsa notícia de que Lewis Hamilton teria trocado a McLaren pela Brawn.
->
->1º de abril tem Youtube de cabeça para baixo e piloto automático no Gmail.
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O site de downloads BaixaKi anuncia o projeto Windows 8, uma versão revisada do Windows  2010->O site oficial da banda de Metal Sinfônico Nightwish anunciou que Marco Hietala, baixista e vocal masculino, deixaria suas bandas e iria para um mosteiro para estudar canto de corais.->O site 'DeviantART' troca os avatares de todo mundo por ícones de TEAM Jacob, Edward, Seeker ou Lady Gaga.->A homepage do Google se disfarça de Topeka, uma cidade norte-americana que fez a mudança de seu próprio nome para Google, para tentar ganhar o projeto de banda larga da empresa.->O site MSN com seu fórum de informações e divulgações sobre tecnologia chamado 'Techguru' anunciou que deixaria de ser um fórum de Tecnologia e passaria a ser um fórum de Astrologia, o que geraria desanimo para todos os seguidores.->A 'Desciclopédia' anuncia que o site foi suspenso por medida cautelar por uso indevido de logomarca protegida por direitos autorais solicitada pela The Coca-Cola Company.->O Yahoo anuncia a descoberta de uma ilha chamada Lost, que supostamente teria sido a inspiração para o seriado Lost.
-> O blog Bizarrices Automotivas é retirado do ar sem qualquer aviso, aparentando ter sido deletado.O site Youtube anuncia uma nova ferramenta chamada Textp, essa ferramenta diz utilizar menos banda do site (US$1 por segundo) e ser uma boa alternativa, pois transforma todos os videos em
Formato ASCII (letras e números).
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O blogueiro Daniel Perrone anuncia a demissão de Ricardo Gomes em seu blog no globoesporte.com.

 2011-> A rede social Orkut altera seu nome para Earkut em sua página inicial.->O jornal britânico The Independent, publicou que Portugal vendeu o futebolista Cristiano Ronaldo a Espanha por 160 milhões de Euros.
->A Google anunciou o Gmail Motion, onde o usuário não precisaria utilizar do teclado para executar as funções. E também que o seu escritório na China desenvolveu uma ferramenta de teletransporte via ferramenta de buscas.
->O site de videos You Tube comemorou nesse dia os seus "100 anos de existência".-> A rede social LinkedIn adicionou em sua pesquisa por pessoas que você pode conhecer nomes como: Mágico de Oz (Feiticeiro de Oz), Sherlock Holmes entre outros.
->O jornal espanhol Mundo Desportivo anunciou que o Real Madrid entrou em briga pelo jogador Neymar e que o clube estaria oferecendo o jogador Kaka na negociação.->A empresa alemã BMW publicou fotos de um modelo chamado BMW M3 Pick-up->O programa Globo Esporte, antes dos créditos finais, exibiu um vídeo comemorando "o primeiro título do Corinthians como campeão da Copa Libertadores da América", título que o time é conhecido por nunca ter conseguido. O ato causou revolta entre alguns torcedores.->O maior jogo online sem violência habbo hotel anunciou a chegada do novo jogo: "Habbo Furni Warfare" para ps3,pc.
 2012
->O Google lança uma versão 8-bit do Google Maps para o Nintendo Entertainment System. Também disponível no site da Google Maps.->O Google lança a ferramenta Google Multitask.->O Google lança uma barra de cereal o Google Fiber negando que estaria criando uma fibra óptica mais veloz.

domingo, 1 de abril de 2012

Resenha de O Herói Perdido, Rick Riordan


 Boa noite, Galera!
 O Herói Perdido
Primeiramente, quero agradecer ao grande número de visitas aí pro Sagas Marcantes, me sinto muito honrado em ver que estão gostando das minhas resenhas e o trabalho que faço aqui no blog... E peço que se puderem deixar alguns comentários, ficarei ainda mais feliz!
Mas, agora vamos a resenha.
Herói Perdido não é o melhor trabalho de Rick Riordan, mas não posso desprezar o talento e o alto nível de criatividade desse maravilhoso autor que vem conquistando milhões de fãs pelo mundo nos últimos anos... Comparado com o tempo que demorava pra ler antigamente, em minha melhor época- Na qual era extremamente viciado em livros, ainda mais do que sou hoje- cheguei a demorar um pouco( Mais precisamente, três dias, se me lembro bem), porém, não foi porque achei o livro chato ou algo parecido, simplesmente pelo motivo de eu estar estudando bastante e estar fazendo um curso preparatório pro IME e estado com pouco tempo livre.
Deixando de lado fatos irrelevantes, vou finalmente dar minha opinião quanto o primeiro livro da série. Como eu comentei em outras resenhas, o que vou falar agora talvez seja por ultimamente eu não ter conseguido mergulhar nas histórias como fazia antes, mas, como os últimos livros que li, não achei aquela coisa que te prende do início ao fim. Maaas, é claro e nem tão novidade para todos os fãs que o estilo do Rick não deixa ninguém abandonar o livro antes de terminá-lo ou simplesmente demorar no máximo uma semana para lê-lo.
O destaque do livro foi a narrativa, que melhorou demais comparado com os da série Percy Jackson e os Olimpianos( Não que a desta seja ruim, só que um pouco infantil e demonstra a falta de experiência do Riordan, mas é inevitável comparações) É claro que Percy, Annabeth- aparece muito pouco e não tem grande importância nas missões dos novos personagens- e Grover fazem muita falta, mas o ideal é esquecer, ou tentar, porque o desenrolar dos fatos não deixa isso acontecer, dos antigos heróis e focar nos inéditos, que não deixam a desejar e cumprem com eficiência surpreendente seus papéis na história.
Minha impressão inicial era que o autor quisesse com O Herói Perdido apenas prolongar o sucesso da saga anterior. Não mudo de opinião, só que agora que conheço o livro a fundo, consegui fazer uma análise mais profunda e vejo que realmente este tem um belo enredo, boas cenas de luta e ótimas revelações ao longo do livro. Rick consegue fazer dos Heróis do Olimpo uma série independente, e ao mesmo tempo entrelaçada com a outra, o que torna tudo muito interessante.
Só tenho uma pequena crítica quanto ao romance de Jason e Piper, que enrolou, enrolou e não foi desenvolvido muito bem. E a personalidade de ambos personagens mencionados também ficou no zero a zero, não arrancando emoção ou suspiros do leitor. Mas são detalhes que não interferem ou atrapalham na minha opinião sobre o livro e creio que serão devidamente consertados na continuação, O Filho de Netuno.
Meu personagem favorito foi Léo Valdez, talvez por ser meu xará(Não pelo sobrenome né, rs) ou também pelo fato de que me identifiquei bastante com ele.( E nem porque ele é filho de um deus ou tem poderes sobre o fogo e muito hábil com máquinas, ou qualquer coisa parecida), sem falar que ele participou ou foi responsável pela melhores passagens da história, com seu bom humor, imaginação e rapidez para resolver os problemas. Thalia também teve boa participação, mas apareceu pouco e achei até melhor para não misturar muito PJ&O e Os Heróis do Olimpo, se é isso que isso é possível depois do maravilhoso final do livro.
E antes que me esqueça de falar sobre o último capítulo, vou resumi-lo em apenas uma palavra: Perfeito. Nada melhor do que a revelação feita sobre os ''inimigos'' do Acampamento Meio-Sangue nas últimas páginas. Foi o que definitivamente me deixou MUITO ansioso para O Filho de Netuno, e se prestaram atenção no que eu escrevi, vão relacionar o nome do novo livro com os acontecimentos que mencionei...
Enfim, extremamente recomendado para quem procura uma história leve, descontraída e de leitura muito ágil e muito envolvente( Eu sei que disse lá em cima que não me prendeu como os outros livros, mas isso apenas comparado com os da PJ&O). Fora a inclusão de parte da mitologia romana, que deu um toque muito especial para o livro.

Nota 8. Terminei dia 23\03\2012.

Sinopse - O Herói Perdido - Os Heróis do Olimpo - Livro Um - Rick Riordan Depois de salvar o Olimpo do maligno titã Cronos, Percy Jackson e seus amigos trabalharam duro para reconstruir seu mais querido refúgio, o Acampamento Meio-Sangue. É lá que a próxima geração de semideuses terá de se preparar para enfrentar uma nova e aterrorizante profecia. Uma mensagem que pode se referir a qualquer um deles: "Sete meios-sangues responderão ao chamado. Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado. Um juramento a manter com um alento final, E inimigos com armas às Portas da Morte afinal." Os campistas seguirão firmes na inevitável jornada, mas, para sobreviver, precisarão contar com a ajuda de alguns heróis, digamos, um pouco mais experientes — semideuses dos quais todos já ouvimos falar... e muito.

P.s: Esta foi minha última postagem no blog, estou abandonando o Sagas Marcantes.


P.S 2: Heeeeeeeeey mentirinha básica de primeiro de abril, uhuhu feliz resto do dia da mentira pra todo mundo!
Por Leonardo Vieira